África Fantasma – Criação de João Samões

Qui 16 Fev 2017 | 21:30 | Auditório TAGV (lotação limitada)
Teatro

Sinopse

Nesta peça de teatro são criadas e manipuladas realidades e turbulências do domínio do exótico e do erótico, interpenetram-se memórias e reflexões sobre o colonialismo e o racismo. O nome da peça remete para o diário africano de Michel Leiris, e o que toda a literatura de viagem nos segreda é que ela é também percurso interior de autodescoberta. África transforma-se num lugar de representações imaginárias, um imenso território onde se projetam todas as fantasias e fantasmas. Podemos começar a nossa viagem, com a história de uma famosa tela de Picasso de 1907, onde o pintor projeta o impacto e influência do poder das máscaras africanas que viu em Paris, nos corpos das mulheres de um bordel da Rua Avinyó em Barcelona, rompendo com os cânones do realismo académico e revolucionando as possibilidades de representação do corpo na arte ocidental.

Ficha Técnica

Texto João Samões a partir de Frantz Fanon, Aimé Césaire, Julião Quintinha, Louis-Ferdinand Céline, Langston Hughes

Criação, Dramaturgia, Cenografia e Encenação João Samões

Interpretação Cláudio da Silva

Música Sonata para piano nº 14 de Ludwig Van Beethoven, “Paint it Black” dos Rolling Stones

Direção técnica Celestino Verdades

Produção Debataberto – associação cultural e artística

Direção de produção João Samões e Mónia Mota

Fotografia, registo e montagem vídeo João Dias

Apoios DuplaCena e festival Temps d`Images, Instituto Franco-Português, Companhia Nacional Bailado, Jardim Zoológico de Lisboa, Transforma, Teatro Extremo e Teatro-Estúdio António Assunção, Teatro Municipal São Luiz

Coprodução Fundação Calouste Gulbenkian/programa Próximo Futuro

Informações Adicionais

João Samões (Lisboa, 1970). Encenador, dramaturgo e pintor. Realizou estudos e viagens em redor da antropologia, da pintura e das artes performativas. Durante a década de 90, trabalhou em projetos nacionais e internacionais de teatro experimental, performance, improvisação e dança contemporânea. Criou as peças: “18 Minutos” (2000), “Zonas de ruidosa influência” (2004), “O Labirinto a Morte e o Público” (2007), “Blackout” (2008), “África Fantasma” (2010-2013), “O papagaio de Céline” (2014), “Hotel Louisiana Quarto 58” (2016). Encenou em Portugal textos de autores como Frantz Fanon, Aimé Césaire, Louis- Ferdinand Céline e Albert Cossery.

Duração do Espectáculo

50 min

Faixa Etária

M12

Preçário

€7
€5 < 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias
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