A COLECÇÃO PRIVADA DE ACÁCIO NOBRE // DE PATRÍCIA PORTELA

Qui 19 Mar 2015 | 21:30 | Auditório
CENTRO DE DRAMATURGIA CONTEMPORÂNEA

Sinopse

Na cave dos avós de Patrícia Portela foi encontrado um baú com fragmentos de textos e maquetas de objetos idealizados por Acácio Nobre, um português de referência do início do séc. XX, mas agora esquecido; um homem com uma carreira política, científica e artística discreta e muito inovadora para o seu tempo. Um Lumière português, um Steve Jobs precoce, um bio-engenheiro sem par na História e um amante/apoiante acérrimo dos artistas e da arte, embora apenas daquela que revoluciona o mundo. Em suma: um Leonardo da Vinci português que uma ditadura silenciou e eliminou dos registos da História portuguesa.

 

Uma máquina de escrever vintage e um teclado wireless dão um concerto, projetam um filme mudo, desenvolvem em parceria um diálogo sobre o arquivo de Acácio Nobre, recriando o ambiente que envolve um autor enquanto escreve ou enquanto não se consegue escrever. Um espetáculo que se inscreve na solidão e intimidade do criador enquanto não vê a sua obra terminada.

Ficha Técnica

Texto e seleção de imagens Patrícia Portela

Performer André e. Teodósio e Patrícia Portela

Máquina de escrever e instalação sonora Christoph de Boeck

Programação, efeitos especiais, pós produção de imagem Irmã Lúcia efeitos especiais

Design eletrónico Fabrice Moinet

Desenho de luz Daniel Worm d’Assunção

Jóia de Acácio Nobre Alda Salavisa

Mesa de Acácio Nobre João Gonçalves

Execução de mesas e bancos Acácio Nobre Lionel & Bicho

Costureira D. Maria Luísa

Edição de texto Isabel Garcez

Tradução texto inglês Graeme Pulleym

Vídeo & trailer Rui Ribeiro | Les Filmes de Merdre

Direção de produção e produção executiva Helena Serra e Pedro Pires

Coprodução Prado/EGEAC-Maria Matos Teatro Municipal

Com o apoio Fundação Calouste Gulbenkian, La Porta e Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / DGartes

Outros apoios São Luiz Teatro Municipal, Teatro Praga, Algifa, A vida Portuguesa, Centro Nacional de Cultura, Museu do Brinquedo, Jata – pequenos electrodomésticos

A Prado é uma estrutura associada da ZDB e tem o apoio da Câmara Municipal de Oeiras

Informações Adicionais

Patrícia Portela Autora de performances e obras literárias, vive entre Portugal e Bélgica. Estudou cenografia e figurines em Lisboa e Utrecht,cinema em Ebeltoft, na Dinamarca, e Filosofia em Leuven, na Bélgica. Entre 1994 e 2002 trabalhou como figurinista e/ou cenógrafa para muitos das mais importantes companhias e realizadores independentes em Portugal recebendo o Prémio Revelação 94 pelo seu múltiplo trabalho para performances e para cinema. Foi uma das fundadoras do grupo O Resto em 1996 e da Associação Cultural Prado em 2003, onde colabora com artistas nacionais e internacionais. Criadora de performances e instalações transdisciplinares, itinera com regularidade pela Europa e pelo mundo. Reconhecida nacional e internacionalmente pela peculiaridade da sua obra, recebeu vários prémios (dos quais destaca o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/F.C.G. para Flatland I ou o Prémio Teatro na Década para Wasteband) e é considerada uma das artistas e autoras mais desconcertantes da sua geração.Autora de Para Cima e não para Norte (2008) e de Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e novela APE), participou no 46º International Writers Program em Iowa City em 2013 e foi a primeira Outreach Fellow da Universidade de Iowa City.Leciona dramaturgia com regularidade desde 2008 no Forum Dança e em diversas instituições culturais e universidades.

 

No palco, Patrícia Portela e André Teodósio dialogam – ou melhor, uma máquina  de escrever e um computador dialogam. E é esse diálogo entre épocas, entre diferentes maneiras de estar e de pensar que vai estar em cena.

Maria João Caetano in Diário de Notícias, 10.09.10

 

A peça de Patrícia Portela é uma imersão no universo de Acácio Nobre, um “português de referência do início do século XX, agora esquecido”, a partir de um espólio encontrado num baú de casa dos avós. E tudo isto existe? “As coisas que nós decidimos que existem, existem.

Alexandra Prado Coelho in Público, 10.09.10

 

O discurso de Patrícia é tão torrencial como o que vai passar na sala do Maria Matos. E dizemos sala porque, a pouco e pouco, o espectáculo (ou seja, o interior da cabeça de Acácio Nobre) vai alastrando do palco para toda a sala, envolvendo os espectadores num tornado de luz (letras que vão sendo projectadas sobre o público), som (o teclar da máquina de escrever, com maior ou menor intensidade), e até cheiro.

Alexandra Prado Coelho in Público, 10.09.10

 

Patrícia, é fabuloso! Das coisas mais bonitas que vi nos últimos tempos! Dás-me tanto mundo novo com este espectáculo. Enquanto o via (hoje), sentia-me o tipo mais estúpido de Lisboa que há quinze dias que se anda a passear pela existência com isto a acontecer todas as noites e a não saber o que era. Obrigado!

Escritor e dramaturgo Miguel Castro Caldas in mail pessoal dirigido a Patrícia Portela

 

Algures durante a primeira meia hora de A Colecção Privada de Acácio Nobre, suspeitamos se não será este homem um embuste criado pela própria Portela. Nobre é a encorporação e síntese de muitas das ideias e mudanças tecnológicas que apareceram durante o final do século XIX e XX. E Portela apresenta-as de forma surpreendente. (…) Como uma porta aberta, as mesas (no palco) assemelham-se um pouco a pianos assim como os elegantes bancos em aço que parecem flutuar no espaço. Portela e André Teodósio surgem como se fossem dois pianistas. (…)

Como espectadores temos de seguir tudo atentamente para não perdermos nada e, curiosamente, é essa tentativa que produz uma impressionante evocação de uma era revolucionária que nos atinge como se de uma demonstração se tratasse do fascínio que ainda temos por essa época quando olhamos para trás.

Um belissimo concerto de ideias.

Pieter t’jonck in De Morgen 17 de Fevereiro de 2011

Duração do Espectáculo

1h30

Faixa Etária

M/12

Preçário

€7
€5 [< 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias]
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