EUROPA 51 // DE ROBERTO ROSSELLINI

Seg 18 Mai 2015 | 21:30 | Auditório
CINEMA À SEGUNDA // VERSÃO RESTAURADA

Sinopse

Ingrid Bergman interpreta Irene Girard, uma mulher rica e egocêntrica, habituada a uma vida luxuosa, em Roma. Quando o seu filho morre de forma dramática, Irene decide dedicar o seu tempo e dinheiro aos mais necessitados, de modo a lidar com a culpa e encontrar significado na sua vida. O seu novo propósito de vida leva a problemas conjugais e a questionar a sua sanidade.

Ficha Técnica

Realização Roberto Rossellini

Argumento Roberto Rossellini, Sandro De Feo, Mario Pannunzio, Ivo Perilli, Brunello Rondi

Com Ingrid Bergman, Alexander Knox, Ettore Giannini

Diretor de Fotografia Aldo Tonti

Título Original Europa 51

Ano 1952

País Itália

Parceria Leopardo Filmes

Festivais e Prémios

Festival de Veneza, 1952 – Vencedor do Prémio Internacional

Nomeação para o Leão de Ouro

Prémio Melhor Atriz – Ingrid Bergman

Informações Adicionais

Rossellini não pede aos seus atores que interpretem, não lhes pede que exprimam este ou aquele sentimento: obriga-os apenas a estar de determinada maneira frente à câmara. Numa mise-en-scène como a sua, o lugar das personagens, a sua maneira de andar, a forma como se deslocam no décor, os seus gestos, têm muito mais importância que os sentimentos que possam ler-se-lhes no rosto e mesmo do que aquilo que possam dizer. Aliás, que “sentimentos” poderia “exprimir” Ingrid Bergman? O seu drama está bem mais além de toda a nomenclatura psicológica. O seu rosto nada mais é que o vestígio de uma determinada espécie de sofrimento. André Bazin, Qu’est-ce que le cinema? IV, op. Cit

 

Em Europa 51 há – se nos basearmos numa dramaturgia convencional e na ideia de uma filme realizado na perfeição – debilidades dramatúrgicas particularmente evidentes, porque a narrativa, até ao suicídio do filho, é de uma elegância e de uma rapidez absolutamente excecionais. Rossellini perde, em seguida, um pouco do equilíbrio dramatúrgico quando manda a sua heroína fazer uma viagem de descoberta ao mundo dos pobres. Mas não será muito melhor assim e muito mais ‘justo’, uma vez que Irene, a sua heroína, sofre essa perturbação do seu próprio equilíbrio? Rudolph Thome

 

O tempo é o da reconstrução europeia, o início do ‘milagre’ desenvolvimentista que vai pôr a Itália no pelotão dianteiro do Velho Continente. No panorama político defrontam-se o capitalismo florescente e a forte ideologia comunista enraizada no campo operário. Internacionalmente é a Guerra Fria. É neste contexto que Rossellini fiçma ‘Europa 51’, a história de uma senhora burguesa que tendo visto suicidar-se um filho ainda nem adolescente – e torturada pela culpa de não ter melhor dele cuidado – empreende uma espécie de cruzada em direção aos mais desfavorecidos, aos marginais da sociedade, tentando ajudá-los, confundir-se com eles, mergulhar e partilhar a dor do mundo. Jorge Leitão Ramos, Expresso

Duração do Espectáculo

1H55

Faixa Etária

M/12

Preçário

€4
€3 [< 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias]
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