HIERARQUIA DAS NUVENS // DE RUI HORTA // MÊS DA DANÇA

Qui 16 Abr 2015 | 21:30 | Auditório
17ª SEMANA CULTURAL - 725 ANOS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

Sinopse

Espaço habitado, negociado por sete corpos, visto não apenas como território, mas sobretudo como um lugar imaginário, que os atrai, quebrando fronteiras e limites. Espaço que só faz sentido se for habitado por esses corpos e escarificado pelo seu movimento. Uma gestualidade que abre a porta de um espaço transformado em lugar pela linguagem coreográfica. Uma pergunta paira sobre a obra: porque queremos estar sempre em outro lugar? A que hierarquia obedecemos nos momentos de escolher? E no entanto a resposta, apesar de minuciosa como uma partitura, escapa à narrativa e é habitada por uma poética que transcende a compreensão: o território mais puro da dança. Chamei-lhe Hierarquia das Nuvens. Rui Horta

Ficha Técnica

Coreografia (em colaboração com os intérpretes) Rui Horta

Direção, desenho de luzes, espaço cénico Rui Horta

Interpretação Filipa Peraltinha, André Cabral, Teresa Alves da Silva, Luís Marrafa, Sylvia Rijmer, Phil Sanger, Silvia Bertoncelli

Coordenação musical Rui Lima e Sérgio Martins

Música Miguel Lucas Mendes, Rui Lima e Sérgio Martins, Minamo, Ryuichi Sakamoto + Alva Noto, Vitor Joaquim

Figurinos Rui Horta e intérpretes

Produção executiva Susana Picanço

Direção técnica Tiago Coelho

Técnico de som Manuel Chambel

Difusão Magda Bizarro e Rita Mendes

Coprodução Centro Cultural Vila Flor (PT), Hellerau / Europäisches Zentrum der Künste (DE), Culturgest (PT)

Residências artísticas O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Cine Teatro Curvo Semedo (Montemor-o-Novo)

Foto Mariana Silva

Organização Reitoria da Universidade de Coimbra, TAGV

 

Informações Adicionais

RUI HORTA

Começou a dançar aos 17 anos nos cursos de bailado do Ballet Gulbenkian. Viveu vários anos em Nova Iorque, onde completou a sua formação e desenvolveu o seu percurso de intérprete e professor. Em 84 regressou a Lisboa onde continua a sua atividade pedagógica e artística. Nos anos 90 viveu na Alemanha onde dirigiu o Soap Dance Theatre Frankfurt, sendo o seu trabalho considerado uma referência na dança europeia e apresentado nos mais importantes teatros e festivais em todo o Mundo. Em 2000 regressou a Portugal e fundou O Espaço do Tempo, um centro multidisciplinar de residência e experimentação artística. Para além do seu trabalho de criador independente, criou, como artista convidado, um vasto repertório para companhias como: Culberg Ballet; Ballet Gulbenkian; Grand Ballet de l’Opera de Genéve; Ópera de Marselha; Netherlands Dance Theatre; Ópera de Gotemburgo; Companhia Nacional de Bailado; Random Dance, Carte Blanche, entre outros. Recebeu importantes prémios e distinções: Grand Prix de Bagnolet; Bonnie Bird Award; Deutsche Produzent Preis; Prémio Acarte; Prémio Almada; Grau de Oficial da Ordem do Infante; Grau de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres. A sua criação coreográfica dos anos 90 foi classificada como Herança da Dança Alemã. Nas artes performativas o seu trabalho de encenador estende-se ao teatro, à ópera e à música experimental, sendo igualmente desenhador de luzes e investigador multimédia, universo que utiliza frequentemente nas suas obras.

 

MÊS DA DANÇA

Desde a temporada 2011-12, o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) vem conferindo um amplo espaço à à dança contemporânea portuguesa e internacional. Para além do dia mundial da dança, assinalado todos os anos, a programação regular de dança incluiu, nestas últimas três temporadas, coreógrafos como Rui Horta, Cláudia Dias, Wim Vandekeybus, Constanza Macras, Filipa Francisco, Francisco Camacho, Olga Roriz (com a CNB), Leonor Barata, Clara Andermatt (com a Companhia Maior), entre outros. O Ciclo Mês da Dança condensa, no espaço de um mês, a apresentação de espetáculos de referência nacional, com assinaturas artísticas distintas, permitindo ao público de Coimbra contacto com a criatividade da dança contemporânea portuguesa.

As edições anteriores do Mês da Dança, acolheram as obras Europa Naquele Lugarde Miguel Moreira e Romeu Runa, Alibantes de Romulus Neagu, e Um Gesto que Não Passa de uma Ameaça da dupla Sofia Dias e Vítor Roriz, e ainda Landing de Né Barros,  Hoje de Tiago Guedes ou ainda Eternuridades de Amélia Bentes. Constituindo-se já como uma marca na cidade, a terceira edição, desta vez no mês de Abril, traz ao TAGV coreógrafos de referência, com os últimos trabalhos de Rui Horta, Hierarquia das Nuvens, um regresso do coreógrafo à “dança pura”; Miguel Moreira com o seu novo projeto Pântano, que reúne intérpretes de excelência numa proposta onde convivem corpos monstruosos e santificados; e ainda a última criação de Paulo Ribeiro Sem um tu, não pode haver um eu, um solo interpretado pelo próprio e inspirado no universo do cineasta Ingmar Bergman, num gesto autobiográfico, espetáculo que assinala igualmente o dia Mundial da Dança.

Duração do Espectáculo

1h10

Faixa Etária

M/12

Preçário

7€
5€ [< 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias]

12€ [Mês da Dança // 3 espetáculos]
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