KINO 2016 > Mostra de Cinema de expressão alemã

Qui 28 Jan > Sáb 30 Jan 2016 | 10:00 15:00 18:00 21:30 | Auditório
Mostra de Cinema de Expressão Alemã

Sinopse

A KINO regressa pela terceira vez ao TAGV com uma extensão do programa de Lisboa. Sob a direção do Goethe-Institut Portugal, a KINO apresenta este ano seis filmes do panorama atual do cinema alemão, e conta com a presença de Ulrich Peltzer, escritor e co-autor do filme de abertura. A complementar este programa, a Mostra para Escolas, destinada ao público jovem da KINO.

Ficha Técnica

Produção Goethe-Institut Portugal

Todos os filmes estão legendados em português (BR)

Informações Adicionais

QUI 28 JANEIRO 21:30

DIE LÜGEN DER SIEGER AS MENTIRAS DOS VENCEDORES

DE CHRISTOPH HOCHHÄUSLER

Abertura Festival com a presença de Ulrich Peltzer, escritor e co-autor do filme de abertura

País Alemanha/França Ano 2013/2014 Duração aprox. 1:50 M/12

Fabian Groys é um jornalista de renome na redação berlinense de uma revista de informação política. Tem andado a trabalhar numa reportagem de grande fôlego sobre as Forças Armadas e o modo como estas lidam com os inválidos de guerra. Porém, a investigação encontra-se num beco sem saída. A nível privado, as dívidas de jogo não lhe dão sossego, está praticamente falido e vê-se forçado a entregar o seu Porsche. Além disso, o chefe anda a querer impingir-lhe uma estagiária, que ele (para dela se poder ver livre pelo menos durante algum tempo) encarrega de uma pesquisa aparentemente insignificante: um homem que se lançou para um recinto com leões. A tarefa deverá manter Nadja ocupada, mas começam a acumular-se os indícios de que esse caso está ligado ao que ele mesmo anda a investigar. Com o tempo o enigma parece ir-se compondo de modo cada vez mais claro. Talvez até com demasiada clareza. Há algo que faz com que Groys desconfie. Será que pode confiar nas suas informações? Qual o papel das Forças Armadas e dos lobistas?

Christoph Hochhäusler nasceu em Munique em 1972. Estudou Arquitectura em Berlim e realização de cinema na Escola Superior de Cinema e Televisão de Munique (HFF). O seu filme final de curso foi Milchwald (Floresta de Leite), ao qual se seguiu a sua segunda longa-metragem intitulada Falsche Bekenner (Falsas Confissões). Depois do contributo para o filme de episódios Deutschland 09, recebeu o Prémio de Incentivo do Filme Alemão para o argumento do filme Unter dir die Stadt (Debaixo de ti a Cidade). Apresentou no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) em 2011, em colaboração com Dominik Graf e Christian Petzold, o projecto conjunto Dreileben, que inclui três filmes independentes de 90 minutos realizados por Hochhäusler, Dominik Graf e Christian Petzold. O seu último filme Die Lügen der Sieger (As mentiras dos vencedores, 2014) foi estreado em Roma. Hochhäusler é autor de vários trabalhos jornalísticos e teóricos sobre cinema, nomeadamente na qualidade de fundador e editor da revista de cinema Revolver.

 

SEX 29 JANEIRO 10:00 MOSTRA PARA ESCOLAS

FACK JU GÖHTE!

DE BORA DAĞDEKIN

País Alemanha Ano 2013 Duração aprox. 1:55

Zeki Müller concluiu o liceu na prisão, mas nem quis saber – nunca ligou à escola. Durante os 13 meses que passou atrás das grades, só pensava no saque dos seus últimos assaltos, que tinha escondido. De volta à liberdade, Zeki constata que o novo pavilhão desportivo do Liceu Goethe foi construído precisamente sobre o local do esconderijo. Para poder desenterrar o dinheiro, Zeki candidata-se ao cargo de zelador da escola, mas acaba por ser contratado como professor-substituto. Vê-se então obrigado a lidar com miúdos problemáticos que nem sequer “Fuck you, Goethe” são capazes de escrever corretamente. Começa assim, de forma inesperada, a carreira pedagógica de Zeki. Divertido e exasperante, recheado de alusões à história do cinema, Fack Ju Göhte!, de Bora Dagtekin aborda a questão da relação com a autoridade, oscilando entre o entretenimento de tom grosseiro e uma provocante seriedade. Foi decerto esta mistura um dos fatores que explica ter sido o mais bem-sucedido filme alemão de 2013.

Bora Dağtekin nasceu em 1978 em Hannover e estudou na Academia de Cinema de Ludwigsburg em Baden-Württemberg. Com a série televisa premiada Türkisch für Anfänger (Turco para Principiantes; 2005-2008) Dağtekin ganhou reconhecimento como autor principal, tendo sido contemplado com o Prémio Grimme. O filme homónimo (Turco para Principiantes; 2012) foi a sua estreia como realizador. Para o filme Fack ju Göhte, Dağtekin foi nomeado para o Prémio de Melhor Argumento do Prémio de Cinema Alemão. Esta comédia teve quase 7 milhões de espectadores nos cinemas.

 

SEX 29 JANEIRO 18:00

HIN UND WEG

DE CHRISTIAN ZÜBERT

País Alemanha Ano 2013/2014 Duração aprox. 1:35 M/12

E porquê logo a Bélgica? Que haverá lá, para além das batatas fritas e dos chocolates? Desta vez são Hannes e a mulher Kiki quem decide o destino da viagem de bicicleta que todos os anos fazem com os amigos. O grupo faz-se à estrada, cheio de espírito de aventura, pois afinal de contas o importante é o tempo que passam uns com os outros. Só durante a viagem é que os amigos ficam a saber da doença nervosa incurável que foi diagnosticada a Hannes. Esta será a sua última viagem. O choque e a perplexidade são as primeiras reações do grupo, mas de seguida tem início uma viagem louca e sem igual: graças a Hannes, os amigos apercebem-se do quanto a vida é preciosa. Com toda uma lista de coisas ainda por experimentar e a sensação de que, após esta viagem, nada mais voltará a ser como foi, celebram a vida como nunca antes o haviam feito. Hin und Weg é um road movie de bicicleta, simultaneamente uma tragédia cómica e uma comédia trágica, tão otimista quanto comovente.

Christian Zübert nasceu em 1973 e começou por escrever argumentos, tais como Lammbock e Mädchen Mädchen (em 2001) e Soloalbum (2003). Fez depois trabalhos de realização como Der Schatz der weißen Falken  (2005) e escreveu argumentos para os filmes Vollidiot (2006/2007) e Hardcover (2008). Após ter escrito o argumento de Dampfnudelblues (2013), Zübert voltou a dedicar-se ao trabalho de realização em Hin und Weg.

 

SEX 29 JANEIRO 21:30

ALS WIR TRÄUMTEN QUANDO SONHÁVAMOS

DE ANDREAS DRESEN

País Alemanha Ano 2013-2015 Duração aprox. 2:00 M/12

Arredores de Leipzig, logo após o fim da RDA. Rico, Dani, Paul e Mark crescem no turbilhão da Alemanha reunificada. Aquilo que ontem era válido deixa hoje de o ser. A noite transforma-se em dia, as ruas tornam-se o palco das suas aventuras. Rebeldes e recalcitrantes, os rapazes vagueiam pelas redondezas, roubam automóveis, experimentam drogas e o novo bar de swingers. Abrem a sua própria discoteca, que não tarda a ser tomada por neonazis de cabeça rapada. A euforia transforma-se em desilusão. E, no entanto, os sonhos: as esperanças que Rico tinha de uma carreira no boxe, a nostalgia de Dani pelo seu grande amor, Sternchen, a rapariga mais bonita de Leipzig.

Aquilo que o escritor Clemens Meyer, natural de Leipzig, registou no seu primeiro e muito distinguido romance de 2006, surge condensado pela mão do argumentista Wolfgang Kohlhaase e do realizador Andreas Dresen numa parábola fílmica sobre a amizade e a traição, a esperança e a ilusão, a brutalidade e a ternura. Als wir träumten é a história de uma juventude perdida e, ao mesmo tempo, um jogo entre a rebelião e a utopia de felicidade suprema. Fonte: Catálogo do 65º Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale)

Andreas Dresen nasceu em 1963 em Gera e passou os primeiros anos em Schwerin. Realiza filmes amadores desde o fim dos anos 70. Depois de terminar o secundário, trabalhou como técnico de som e estagiou na DEFA. Após os seus estudos de realização na Escola Superior de Cinema Babelsberg Konrad Wolf, trabalhou como escritor e realizador. Dresen conseguiu o seu primeiro sucesso com o filme de episódios Nachtgestalten no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) em 1999, ao que se seguiram os filmes Halbe Treppe (2001), Sommer Vorm Balkon (2006) e Wolke 9 (Nuvem 9; 2008). Em 2015 voltou a ser selecionado para a Berlinale.

 

SÁB 30 JANEIRO 15:00 KINOdoc

NEULAND TERRITÓRIO DESCONHECIDO

DE ANNA THOMMEN

País Suiça Ano 2013 Duração aprox. 1:30 M/12

Viajaram de longe – vieram de avião, comboio, autocarro, barco ou mesmo a pé. Reencontram-se agora consigo mesmos na aula de integração do professor Christian Zingg em Basileia, onde ao longo de dois anos jovens de todo o mundo aprendem a língua e a cultura suíça. Entre eles encontra-se, por exemplo, o jovem afegão Ehsanullah, de 19 anos, ou os irmãos albaneses Nazlije e Ismail. Tal como estes três, todos os demais membros da turma tentam deixar para trás o passado e ter na Suíça a oportunidade de realizar os seus sonhos. O professor não lhes esconde que será difícil iniciar uma profissão num país estrangeiro, mas ainda assim não se cansa de reforçar a esperança dos seus alunos e alunas num futuro melhor. É com grande sensibilidade que, neste seu documentário reiteradamente premiado, Anna Thommen acompanha os altos e baixos das histórias destes jovens. Um filme intenso que proporciona um olhar sobre um mundo praticamente desconhecido.

Anna Thommen nasceu na Basileia (Suiça) em 1980. Depois de ter trabalhado como professora primária, iniciou em 2005 um curso de cinema na Escola de Arte e Design de Lucerna. Ganhou diversos prémios com o filme de final de curso intitulado Second Me. Nos últimos anos trabalhou ao mesmo tempo em dois documentários de longa duração: Ein Stück Wahnsinn (co-realizadora: Gabriela Betschart, Um pedaço de loucura) e Neuland.

 

SÁB 30 JANEIRO 18:00 

ELTERN PAIS

DE ROBERT THALHEIM

País Alemanha Ano 2013 Duração aprox. 1:35 M/12

Christine e Konrad são aquilo que se pode chamar uma família moderna: ele fica em casa e ocupa-se das crianças e dos assuntos domésticos, enquanto ela, médica e chefe de serviço, ganha o dinheiro que sustenta a família. Quando Konrad recebe uma tentadora oferta de trabalho como encenador num teatro, a rotina familiar é sujeita a enormes desafios: as duas filhas pequenas têm dificuldade em adaptar-se às mudanças, e a jovem argentina que trabalha como au pair revela-se um perfeito erro de casting. Não tarda a ficar bem claro que aquela constelação familiar supostamente moderna mais não era do que uma mera troca de papéis. Eltern, de Robert Thalheim, é um retrato de uma família na sua plenitude – por vezes doloroso, por vezes provocante e emotivo, mas inteiramente certeiro e encantador.

Robert Thalheim nasceu em 1974 em Berlim, frequentou e terminou o ensino secundário nos Estados Unidos da América e mais tarde na Alemanha com o Abitur. Ainda antes dos seus estudos de realização na Universidade de Cinema de Babelsberg foi assistente de realização no Berliner Ensemble. Após a sua estreia com o filme de ficção Netto (2005), realizou Am Ende kommen die Touristen (No fim chegam os turistas, 2007). Em 2011 trabalhou como co-realizador no filme Rosakinder, uma homenagem fílmica ao realizador Rosa von Praunheim por ocasião do seu 70º aniversário. Eltern é o quarto filme de Thalheim.

 

SÁB 30 JANEIRO 21:30 

WIR SIND JUNG, WIR SIND STARK SOMOS JOVENS. SOMOS FORTES

DE BURHAN QURBANI

País Alemanha Ano 2013/2014 Duração aprox. 2:10 M/12

O bairro de Lichtenhagen, na cidade de Rostock, no ano de 1992, três anos após a Queda do Muro. Numa urbanização de aspeto monótono, jovens desempregados combatem o tédio. Num grupo que se organiza em redor de Stefan, filho de um político local, as provocações à Polícia e aos estrangeiros estão sempre na ordem do dia. Depois de, já sem saber o que fazer, a Polícia mandar evacuar todos os ciganos do asilo sobrelotado onde estes se encontram, permanecem aí ainda numerosas famílias vietnamitas, entre as quais a jovem Lien. As histórias de todas estas pessoas acabam por confluir e culminam numa noite de violência: os motins diante do centro de acolhimento para candidatos a asilo vão-se intensificando em frente às câmaras de televisão – e aos olhos de uma multidão curiosa que aplaude aquilo a que está a assistir. Em Wir sind jung, wir sind stark, o jovem realizador Burhan Qurbani desenha um retrato de uma juventude sem perspetivas, no meio da tristeza desoladora das urbanizações residenciais, no período pós-RDA. Sendo ele próprio filho de emigrantes afegãos, Qurbani considera que este seu segundo filme omite conscientemente qualquer mensagem política, exprimindo antes a frustração «numa época marcada pela reorientação social e política e pelo vácuo.

Burhan Qurbani nasceu em 1980, é filho de emigrantes do Afeganistão, e estudou realização de filmes na Academia de Cinema de Baden-Württemberg. As suas curtas-metragens receberam diversos prémios, nomeadamente o Prémio para Melhor Câmara para o filme Illusion (Ilusão, 2007). Shahada fez a sua estreia na competicão do Festival de Berlim em 2010. O segundo filme de Qurbani, Wir sind jung. Wir sind stark (Somos jovens, somos fortes), foi contemplado com o Prémio de Incentivo Bild-Kunst para o Melhor Guarda-Roupa e para Melhor Fotografia de Cena.

Preçário

€3,5
€3 [< 25, Estudante, > 65, Grupo + 10, Desempregado, Parcerias]
€10 [Kino 2016]
€1 [p/aluno grupo escolar]
Comprar Bilhete
  • partilhar: