maio a julho no TAGV

Sáb 29 Abr 2017 | |

Sinopse

Aquecendo com a temperatura primaveril, a programação dos próximos três meses reúne um conjunto diversificado de propostas e desafios, desde logo em áreas que têm marcado o espaço identitário do TAGV: uma relação plural e exigente com a criação contemporânea, nos vários domínios artísticos; atenção particular às mediações formativas; persistência em comunicar com públicos especializados, mas também com o universo da academia e com a comunidade em geral. Neste âmbito vale a pena destacar alguns momentos singulares deste último trimestre da temporada de 2015-16, começando pelo regresso a Coimbra de um dos mais importantes coletivos do atual teatro europeu: a companhia belga tg STAN apresentará numa sessão única o espetáculo O Cerejal, com base no texto de Anton Tchekhov. Menção ainda para um outro clássico contemporâneo, que veremos colocar à prova um conjunto talentoso de criadores portugueses da nova geração, reunidos em torno do projeto As Criadas, com Simão Do Vale a assumir a encenação deste texto célebre de Jean Genet, em produção do Teatro Nacional de São João.

A 5ª edição da Mostra de Teatro Universitário (MTU 2016) juntará de novo numa semana intensa as propostas mais recentes dos grupos da academia de Coimbra, nomeadamente CITAC, TEUC, Thíasos, assim como grupos universitários convidados, desta vez o Grupo de Teatro da Nova (Universidade Nova de Lisboa), o Grupo de Teatro de Letras (Universidade de Lisboa) e o Grupo Cerco (Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil).  A MTU incluirá ainda duas oficinas, sobre teatro documental e sobre arte da performance, dando expressão às atividades de extensão cultural e curricular no TAGV, reforçadas pelas três sessões mensais do Clube de Leitura Teatral, em parceria com A Escola da Noite.

A dança terá um momento especial com a residência de Vera Mantero, que conta com presenças marcantes na cidade. Teremos desta vez várias oportunidades para um reencontro com o génio criativo desta coreógrafa multifacetada, seja no diálogo com a linguagem escultórica ominosa de Rui Chafes, em conversa comum a decorrer no CAPC, seja no evento performativo Comer o Coração nas Árvores, aberto à cidade no espaço do Jardim da Sereia, seja finalmente no auditório principal do TAGV, com um exercício de antropologia criativa intitulado Serrenhos do Caldeirão, uma forma de diálogo, de movimento e de meditação sobre a experiência autêntica das gentes da serra algarvia. De uma geração posterior, Cristina Planas Leitão prolonga dança e experimentação no palco do TAGV, com FM Featuring Mortuum, uma proposta que prossegue o movimento simultaneamente reflexivo, lúdico e introspetivo que Planas Leitão vem trilhando na dança portuguesa mais recente.

Ciclo – Grande Cinema Russo: Do Mudo à Perestroika, eis o nome de um ambicioso programa cinéfilo, apresentado em parceria nacional com a Medeia Filmes, incluindo doze títulos, convocados para ilustrar um século de cinema russo, dos pioneiros aos contemporâneos. O cinema manterá a sua presença habitual, com a apresentação adicional de filmes de K. Kurusawa, Hou Hsiao-Hsien, Philippe Garrel e Luís Filipe Rocha, além da verdadeira celebração da imagem em movimento que nos propõe a Monstra à Solta 2016 e a congénere Monstrinha, esta última a coincidir com o Dia Mundial da Criança. Dos muitos públicos que compõem o público do TAGV farão parte as propostas musicais e, no contexto do ciclo As Formas do Riso, os espetáculos Zapping, pelo coletivo Commedia a la Carte, e  Uma Noite na Lua, protagonizado pelo humorista brasileiro Gregório Duvivier.

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