OS MAIAS // DE JOÃO BOTELHO

Qua 28 Jan 2015 | 21:30 | Auditório
A PARTIR DA OBRA DE EÇA DE QUEIRÓS

Sinopse

Apresentação no início de cada sessão com a presença do realizador João Botelho, nas sessões do dia 28 [sessões escolas e público em geral] e do ator Pedro Lacerda, nas sessões do dia 29 [sessões escolas].

 

A primeira adaptação cinematográfica da obra homónima de Eça de Queirós considerada uma das mais importantes da literatura portuguesa. Eça de Queirós publicou Os Maias, considerada a maior obra do autor e um dos grandes clássicos da literatura portuguesa, em 1888. É através desse romance que Eça compõe um retrato mordaz e acutilante do Portugal da época, centrado na visão da alta sociedade lisboeta. Inovador no estilo e na técnica narrativa, Os Maias é o livro mais ambicioso de Eça, que o considerou a sua obra-prima.

 

Entre Afonso da Maia e o seu neto Carlos, constrói-se o último laço forte da velha família Maia. Formado em medicina na Universidade de Coimbra e posteriormente educado numa longa viagem pela Europa, Carlos da Maia regressa a Lisboa no Outono de 1875, para grande alegria do avô. Nos catorze meses seguintes, nasce, cresce e morre a comédia e a tragédia de Carlos como a tragédia e a comédia de Portugal. A vida ociosa do médico aristocrata, invariavelmente acompanhado pelo seu par amigo, o génio da escrita e de obras “inacabadas”, o manipulador João da Ega, leva-o a ter amigos, a ter amantes e ao dolce fare niente, cheio de convicções. Até que se apaixona de verdade por uma mulher tão bela como uma madona e tão cheia de mistérios, como as heroínas da estética naturalista. Um personagem novo num romance esteticamente revolucionário. A vertigem: paixão louca para lá dos negrumes do passado, um novo e mais negro precipício, o incesto. Mesmo sabendo que Maria Eduarda é a irmã, a paixão de Carlos não morre e vai ao limite. E depois termina abruptamente porque o velho Afonso da Maia morre para expiar o pecado terrível do seu neto, neto que era a razão da sua existência. E então em vez da morte do herói, nova invenção de Eça. Carlos e Ega partem para uma longa viagem de ócio e de pequenos prazeres. Dez anos depois, voltam a encontrar-se em Lisboa tão diferente e tão igual, a capital de um país a caminho da bancarrota. Os Maias, escrito pelo genial Eça de Queiroz, grande, melodramático, divertido e melancólico, aponta um destino sem remédio, tanto para a família Maia como para Portugal. João Botelho

Ficha Técnica

A partir da obra de Eça de Queirós

Argumento e Realização João Botelho

Interpretação João Perry (Afonso de Maia), Graciano Dias (Carlos da Maia), Maria Flor (Maria Eduarda), Pedro Inês (João da Ega), Pedro Lacerda (Thomaz d’Alencar), Adriano Luz (Conde de Gouvarinho), Ana Moreira (Maria Eduarda Runa), Rui Morrison (Vilaça), Rita Blanco (D. Maria da Cunha) e Catarina Wallenstein (Maria Monforte)

Voz narrada de Eça de Queirós Jorge Vaz de Carvalho

Direção de Arte Sílvia Grabowski

Produtor Alexandre Oliveira

Apoio à exibição no TAGV Hotel Quinta das Lágrimas

Informações Adicionais

João Botelho // Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Dirigente do CITAC. Cineclubes de Coimbra e Porto. Professor na Escola Técnica de Matosinhos. Ilustrador de livros infantis e artes gráficas a partir de 1970. Escola de Cinema do Conservatório Nacional. Crítico de cinema em jornais e revistas. Funda a revista de cinema M. Inicia-se na realização com 2 curtas-metragens para a RTP e o documentário de longa metragem Os Bonecos de Santo Aleixo para a cooperativa Paz dos Reis. Filmes premiados nos festivais de Figueira da Foz, Antuérpia, Rio de Janeiro, Veneza, Berlim, Salsomaggiore, Pesaro, Belfort, Cartagena, etc. Distinguido por duas vezes com o prémio da OCIC, da Casa da Imprensa e dos Sete de Ouro. Todas as longas metragens tiveram exibição comercial em Portugal, quase todas em França e alguns em Inglaterra, na Alemanha, em Itália, em Espanha e no Japão. Teve retrospetivas integrais em Bergamo (1996), com edição de uma monografia sobre a obra em La Rochelle (1998) e na Cinemateca de Luxemburgo (2002). Distinguido com a Comenda da Ordem do Infante, de mérito cultural (2005).

Duração do Espectáculo

3h05 [c/ intervalo]

Faixa Etária

M/12

Preçário

€6
€5 [< 25, Estudante, > 65, Grupo ≥ 10, Desempregado, Parcerias]
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